CRENÇAS RELIGIOSAS, SOFRIMENTO PSÍQUICO E O MUNDO DO TRABALHO:
UMA ANÁLISE SOBRE A QUALIDADE DE VIDA DOS CRISTÃOS (NEO)PENTECOSTAIS
DOI:
https://doi.org/10.29327/2419655.1.17-6Palavras-chave:
Crenças Religiosas; Pentecostalismo; Saúde Mental; Trabalho.Resumo
A relação entre religiosidade, saúde mental e o mundo do trabalho é complexa e multifacetada, impactando diretamente a qualidade de vida e a funcionalidade social dos fiéis. Este artigo investiga as crenças de cristãos (neo)pentecostais sobre a doença mental e como estas influenciam o enfrentamento do sofrimento psíquico e a manutenção da vida profissional e social. A partir de uma abordagem qualitativa e interdisciplinar, nas interfaces da Teologia Prática, Ciências da Religião e Psicologia, o estudo articula uma revisão bibliográfica com a análise de narrativas extraídas da prática clínica em psicoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Os resultados indicam que, no ethos pentecostal, crenças que associam o adoecimento mental ao pecado, à ausência de fé ou à possessão demoníaca geram nas pessoas uma severa dissonância cognitiva. Conclui-se que tais crenças atuam frequentemente como barreiras ao tratamento clínico, agravando quadros psicopatológicos, deteriorando a qualidade de vida e limitando a autonomia e a capacidade produtiva do indivíduo.
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