DOENÇA E MORTE NO IMAGINÁRIO DA HUMANIDADE
DOI:
https://doi.org/10.29327/2419655.16.2-10Palavras-chave:
Doença, Morte, Estado Intermediário, DeusesResumo
O Artigo em questão, se propõe a estudar a temática “Doença e Morte no Imaginário da Humanidade”. Em um primeiro momento falamos acerca da inevitabilidade da morte. Pois, mesmo diante dos avanços da medicina, sua inevitabilidade é inconteste. Na maioria das vezes, será sempre precedida de doenças. Aliás, doença e morte, extrínsecas ao ser humano, revelam-se em situações que lhe retiram a independência e o controle sobre si.
Conseguintemente, desde os tempos remotos, o homem procurou respostas para àquilo que fugia ao seu controle. Em um segundo momento demonstramos que, para o pensamento intrínseco à Antiguidade, a fúria dos deuses, funcionava como
causa-efeito ao surgimento das doenças e moléstias, bem como a precocidade da extinção do indivíduo do convívio com seus entes queridos. Em um terceiro momento destacamos a questão do Estado Intermediário, pois, desde a Antiguidade, cunhou-se a ideia da possibilidade de continuidade da vida, mesmo após o evento morte, que na concepção judaica, denominou-se “ולֹא֣שְּׁ’ “Sheol’, concebido como o lugar onde estão ímpios e justos simultaneamente. A concepção grega, de outra sorte, interpreta o “Estado Intermediário”, como o destino dual da Alma. Haja vista, na libertação da alma imortal do corpo, que é mau, presa fácil dos prazeres, paixões e frivolidades, que escravizam-no, abrir-se-ia a possibilidade da existência no “Άδης” Hades. Local onde a alma, somente após a morte, alcançaria a plena sabedoria. Por essa razão, o sábio, ciente deste fato, tornar-se-ia então, feliz com a morte, enquanto àquele que lhe falta entendimento, se entristeceria com a proximidade da morte.
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